Cabelos

Cabelos: Doenças mais comuns


Alopecia areata: Perda localizada ou total dos cabelos. Seu diagnóstico é clínico, por tricoscopia (exame realizado com dermatoscópio, aparelho que amplia a visibilidade do couro cabeludo e dos fios) e biópsia em alguns casos. Tem tratamento, que inclui medicações tópicas, infiltrações (injeções de corticosteroides),  aplicações de difenciprona (DPCP), corticoide oral e injetável, LED (laser de baixa potência), imunossupressores (medicações que alteram a imunidade corporal).

Alopecia androgenética: Afinamento dos fios de causa genética,  podendo levar à maior predisposição dos pacientes ao fator hormonal masculino. O diagnóstico é feito também pela clínica e tricoscopia, o correto diagnóstico e início precoce do tratamento melhoram suas chances de sucesso . São feitas medicações orais, tópicas, LED e camuflagens. Transplantes capilares podem ser necessários em casos mais avançados.

Eflúvio telógeno: Aumento da queda ativa dos cabelos,  geralmente contabilizado como mais de 100 fios ao dia. As causas são várias, incluem doenças como hipotireoidismo, anemia, situações de stress do organismo em períodos de doença e privações, entre outras causas. O diagnóstico é feito pela clínica, tricoscopia e tricograma (exame que retira alguns fios pela raiz e analisa suas características em microscópio). Seu tratamento depende dos fatores desencadeantes.

Foliculite Decalvante/Dissecante: Pápulas avermelhadas ao redor dos folículos que podem coçar ou ser dolorosas. Formam área de alopecia (sem cabelos) e cabelos em tufos na periferia. Geralmente o curso é crônico. O diagnóstico é clínico e por dermatoscopia, biópsia se necessário. O tratamento é feito com antibióticos e corticóides locais e sistêmicos.

Foliculite dissecante: Múltiplos focos de infecção (abscessos) em couro cabeludo, dolorosos e crônicos. O diagnóstico é predominantemente clínico e dermatoscópico e  o tratamento é contínuo, com uso de de antibióticos e drenagem dos pontos de flutuação. (acúmulo de secreção purulenta)

Lupus eritematoso do couro cabeludo: É uma doença crónica e recorrente caracterizada por lesões mais comuns em face e couro cabeludo  Sua causa é desconhecida, é mais frequente no sexo feminino e a maior incidência da doença é em torno dos 30 anos de idade. As lesões podem ser agravadas pela luz solar. No princípio, são vermelhas e redondas, de um centímetro de diâmetro. Depois podem assumir um aspecto atrófico e acastanhado. Em couro cabeludo a perda dos fios pode ser permanente se não tratada precocemente. O diagnóstico nem sempre é fácil, é feito por aspectos da tricoscopia, biópsia, exames de sangue associados (FAN).

O tratamento é feito com a aplicação de medicações tópicas com corticosteróides , injeções ou orais ou outros imunossupressores em creme ou orais. Em alguns casos a doença pode tornar-se sistêmica, ou seja, acometer outros órgãos.

Exames realizados na clínica:

Tricoscopia: Aparelho (dermatoscópio) criado para ampliar imagens do couro cabeludo em um aumento de 10 a 70 vezes. Importante para identificar estruturas não visíveis a olho nú, esse aparelho permite pistas para o diagnóstico poupando, em várias situações , o paciente de um exame mais invasivo.

Tricograma: Exame realizado analisando uma mecha de cabelo tracionado, sua visualização no microscópio pode dar pistas diagnósticas, principalmente de pacientes com queda ativa.

Biópsia: Exame que retira um fragmento de couro cabeludo para análise do patologista. O procedimento é feito em consultório, com aplicação de anestesia local, finalizado com sutura (pontos) do couro cabeludo. Não são necessários repouso ou afastamento após sua realização.

Procedimentos:

- Tratamentos clínicos e acompanhamento fotográfico

- Infiltrações de medicação, como corticóides, para casos específicos como o de alopecia areata, liquen planopilar e alopecia frontal fibrosante

- Difenciprona: Medicação utilizada para alguns casos de alopecia areata.

- Microagulhamento: Realizado com microagulhas dispostas em formato cilíndrico ou através de aparelho que, além de produzir orifícios, infunde simultaneamente medicações. O pequeno trauma e discreto sangramento local estimulam a liberação de fatores de crescimento e podem auxiliar em doenças como a alopecia androgenética.